Numa.manhã de 2ª feira de algures do mês de Outubro de 2010, o tempo ameaçava chuva sem ser a potes, mas tendencialmente assustava os carecas.
Nós respiramos a custo devido ao nevoeiro que teimosamente resistia aos ataques das pequenas gotículas poluídas na restolhada do parque.
Os nossos amigos com ar de quem haviam passado uma noite de lucidez, cá compareceram para mostrar as marcas que só a idade possibilita leituras nas rugas cavadas pelos outonos já percorridos.
O intervalo das nossas fugas para o infinitamente provavel aproxima-se sem nos consultar se estamos prontos para o receber ou até oferecer a outro que tenha uma visão diferente de testemunhar o sentido dos
percursos . Mas o agora é tão ausente que não nos deixa espaço para recuperar aquilo que tão ardentemente desejamos com imaginação toldada pelas criaturas moribundas.
O astro real timidamente mostra-se aos mortais que teimam seguir com suas mesquinhices, as lamúrias que não respondem aos ideais que nunca tiveram.
Foi o que vi e senti nesta manhã triste, mas com a esperança de um novo dia.